quinta-feira, 29 de novembro de 2012
A MINHA PRIMEIRA AMÁLIA
Hoje, às 18h30, no Museu do Fado, João Paulo Cotrim apresenta a biografia de Amália para os mais pequenos, recentemente publicada na colecção temática da Dom Quixote. Maria do Rosário Pedreira escreveu e João Fazenda ilustrou. Nós gostámos.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
ARCANO VI - OS ENAMORADOS
Eu e o Alex Gozblau fizemos um conto de fadas. «O quê, um conto de fadas?» Sim, sim. E esta é a penúltima ilustração do livro...
sábado, 24 de novembro de 2012
JOÃO FAZENDA: BOAS CORES PARA 2013
Olhem lá o calendário 2013 da APCC (Associação para a Promoção Cultural da Criança), com a assinatura do João Fazenda. Giro, não é?
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
GENTE QUE CAMINHA NO ESCURO
Quem puder, não deve deixar de passar hoje pela Biblioteca Municipal de Oeiras, onde o Rodolfo Castro é protagonista de mais uma sessão de contos que têm como público-alvo os adultos. Temas: «o desespero, o erotismo e a vingança». Começa às 21h30 e intitula-se «Histórias para gente que caminha no escuro». Na imagem, o livro Zezolla (2011), escrito pelo Rodolfo e magnificamente ilustrado por Richard Zela. Foi publicado no México, mas se lhe perguntarem ele é capaz de ter ainda alguns. É a versão mais negra, mais sinistra e mais cruel que alguma vez li da Gata Borralheira. Adorei.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
O JARDIM CURIOSO
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
UMA EDITORA COM BOM FEITIO
Enquanto não chega o novo livro do Planeta Tangerina, não deixem de ler a entrevista a Isabel Minhós Martins, editora e escritora (ou escritora e editora?) publicada ontem no Blogtailors. Gostei especialmente deste bocadinho: “Já alguma vez lhe apeteceu deixar de falar com um jornalista/crítico na sequência de uma crítica literária?” “Credo, não.” Ler tudo aqui.
ONDE VIVEM OS MONSTROS
Vivem na livraria Papa-Livros, no Porto, onde na próxima sexta-feira, entre as 15h00 e as 20h00, decorre a 1ª Feira de Oportunidades da Kalandraka. "Grandes títulos a pequenos preços", eis o mote. Se os monstros não vão faltar, quem é que se atreve?
terça-feira, 20 de novembro de 2012
DIREITOS DA CRIANÇA
A 20 de Novembro de 1989 era adoptada a Convenção sobre os Direitos da Criança pela Assembleia Geral das Nações Unidas. A editora OQO assinalou a data lembrando um dos títulos que me fazem hesitar na classificação cabal de “livro para crianças”: Fumo, de Antón Fortes e Joana Concejo, sobre o horror dos campos de concentração nazis. Para lembrar e não deixar que palavras bonitas se esvaiam em fumo.
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
ROCK'N'ROLL NIGGER
Quem vê músicas vê corações? Je ne sais pas. A ser verdade, o meu é assim, entre o negro, o azul e o numinoso:
FISHERS Z – So Long
JOSÉ AFONSO – Vejam Bem
STRANGLERS – Golden Brown
NATALIE MERCHANT – The Sleepy Giant
THE WALKABOUTS – The River People
BRUCE SPRINGSTEEN – Youngstown
NICK CAVE AND THE BAD SEEDS – The Ballad of Robert Moore and Betty Coltrane
PATTI SMITH – Rock’n’roll Nigger
PINK FLOYD – Comfortably Numb
HANK WILLIAMS – Alone and Foresaken
JACQUES BREL – Mathilde
SCREAMIN’ JAY HAWKINS – I Put a Spell on You
ROLLING STONES – Paint it Black
NEIL YOUNG – Dead Man Soundtrack
KRISTIN HERSH – Houdini Blues
MÃO MORTA – Tu Disseste
JOHNNY CASH – I Won’t Back Down
LITTLE ANNIE – Freddy and Me
TOM WAITS – Yesterday is Here
LOU REED – Sword of Damocles
LLOYD COLE – Chelsea Hotel
MARTHA AND THE MUFFINS – Echo Beach
(Esta foi a lista. Para ouvir o compacto da Play-List na TSF, clicar aqui.)
LER POR AÍ
Sabiam que a LER já chegou ao formato digital e pode ser lida em qualquer parte do mundo? Ver aqui.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
25 LIVROS DOS ÚLTIMOS 25 ANOS
Para quem ainda não reparou, a LER completa 25 anos de existência praticamente ininterrupta. Um feito. Prosseguindo a série de artigos em que os críticos da revista têm dado a conhecer as suas listas dos «25 Livros dos Últimos 25 Anos», coube-me este mês revisitar as minhas leituras mais importantes na área do infanto-juvenil. Não foi um exercício de sofrimento, muito pelo contrário. Esteve sempre claro que não se tratava da missão impossível de eleger «os 25 melhores livros», mas apenas de escolher 25 livros pessoalmente relevantes e de indubitável qualidade. Começo em 1987, com Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís e Martim Lapa (ilustrações), e entro pelas décadas seguintes até chegar a 2011 e a Praia Mar, um álbum de grande formato ilustrado por Bernardo Carvalho. Querem saber o que fica pelo meio? Comprem a LER, que vale a pena. A entrevista a Alberto Manguel por Carlos Vaz Marques, o artigo traduzido do The Guardian sobre J.K. Rowling pós-Harry Potter e a comunicação de Eduardo Lourenço proferida no CCB justificam bem a módica quantia de cinco euros.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
CONDOMÍNIO PRIVADO
Administra bem o teu jardim.
Passam altos os crisântemos.
Os astros
andam tão em baixo às vezes
que
se não acordamos
apodrecem nos ramos.
Administra bem o teu jardim.
Pedra
sombra
giestas
mastros
solo.
Administra bem o teu jardim.
(Poema de Mário Castrim, in A Moeda do Sol, Campo das Letras, 2006. Fotografia de Guto Ferreira, na Casa-Museu de Katherine Mansfield, Wellington, Nova Zelândia, em 2004. Publicada no nº 68 da revista LER.)
PELE DE OSSO
«Só os lobos me acolheram, sem perguntarem de onde eu tinha vindo. Fizemos grandes corridas juntos, perseguimos búfalos e veados, roubámos o fogo às aldeias e dançámos à volta das fogueiras. Éramos uma família.»
(Excerto de «Pele de Osso», um conto – não infantil – que publiquei no livro Capuchinho Vermelho: histórias secretas e outras menos, da Bags of Books. Onde participaram também António Manuel Pacheco, António Mota, Augusto Baptista, Eugénio Roda, Francisco Duarte Mangas, Isabel Minhós Martins, João Manuel Ribeiro, João Pedro Mésseder, Teresa Martinho Marques e Vergílio Alberto Vieira. Capa e design de Gémeo Luís.)
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
KARATEKA EM KASKAIS
Ana Pessoa, autora de O Caderno Vermelho da Rapariga Karateka e vencedora do último prémio Branquinho da Fonseca/Expresso/Gulbenkian na modalidade juvenil, veio "das Europas" para estar presente hoje na Casa das Histórias, em Cascais. A apresentação do livro que inaugurou a colecção juvenil da Planeta Tangerina, e que foi ilustrado por Bernardo Carvalho, será feita por Rita Taborda Duarte, também ela vencedora do mesmo prémio, em 2003, com A Verdadeira História de Alice. É às 18h30. Apareçam!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
PRÉMIO CÂMARA CLARA
Em Penafiel, o Escritaria 2012 distinguiu o programa Câmara Clara com o prémio Carreira por esta peça, assinada pelos jornalistas Nuno F. Santos e João Nuno Soares. Entram o "Onde Moram as Casas" e "Quando Teodoro Encolheu" (que traduzi). E vozes de miúdos que deram muita graça à ideia. Eu e o Alexandre Esgaio partilhamos um bocadinho do prémio, sim? Só um bocadinho...
ALICES NA GULBENKIAN
Desde ontem e até 10 de Fevereiro de 2013, a Fundação Calouste Gulbenkian convida a visitar a exposição comissariada por Eduardo Filipe e Ju Godinho (inaugurada este Verão em Londres) que reúne cem ilustrações originais de 21 artistas de todo o mundo, em celebração do 150º aniversário de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
APRENDER A CONTAR HISTÓRIAS EM SINTRA
Rodolfo Castro, auto-nomeado “o pior contador de histórias do mundo” (garantimos que é mentira), vai orientar um pequeno curso teórico-prático que pode ser uma oportunidade para trabalhar histórias menos conhecidas usando técnicas expressivas de corpo, voz e expressão. Os encontros decorrem este mês, às terças-feiras, das 18h30 às 21h00, em Sintra. Mais informação aqui.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
UMA AVENTURA AUTOBIOGRÁFICA
Tudo Tem o Seu Tempo é uma autobiografia de Ana Maria Magalhães, editada pela Caminho, chegada ontem às livrarias. O lançamento será no dia 5 de Novembro, pelas 18.30 horas, na Livraria Leya na Barata e a apresentação será feita por Isabel Alçada, sua aliada na série "Uma Aventura", que vendeu oito milhões de exemplares desde 1982. O livro apresenta-se como “o relato da sua infância e juventude até aos vinte anos”.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
ÓCULOS PARA ANDAR À CHUVA
Chuva, muita chuva no 1º Festival Literário de Castelo Branco, que termina hoje. Os óculos recomendados só poderiam ser mesmo «uns óculos para andar à chuva» – como estes, feitos por alunos do Agrupamento Faria de Vasconcelos, que nos receberam com muita graça e curiosidade. O plural justifica-se porque as visitas foram partilhadas com a Patrícia Reis (escritora) e a Danuta Wojciechowska (ilustradora), excelentes companheiras de sessão e não só. O nosso «Trio Eléctrico» passou também pelo Agrupamento João Roiz e pela Escola Secundária Nun’Álvares, onde teve de agarrar 80 miúdos de 13 e 14 anos em polvorosa com o teste que iam ter na hora seguinte. Não foi fácil, mas conseguimos. Foram dois dias muito bem passados, com a excelente organização da Câmara Municipal de Castelo Branco e a produção da Booktailors. Adorei. Pode vir mais chuva!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
O PAÍS DOS TERMINATORS - EM REPRISE
Felizmente, não faço parte das gerações que cresceram a ouvir mentiras sobre a grandeza de Portugal, as suas glórias passadas e os seus heróis tão convenientes. Tive um derriço por Portugal quando tinha 20 anos e lia as crónicas do MEC no Expresso, mas a verdade é que nem o saudosismo de Teixeira de Pascoaes nem o pitoresco da manteiga Primor chegam para fazer esquecer o resto. E o resto é isto: um país pobre e claustrofóbico, amesquinhado pela eterna pequenez dos seus políticos e ensandecido por rasgos pontuais de histerismo mediático à volta do futebol, do clima ou do escândalo. Não é só isto, mas é cada vez mais disto.
E nesta estreiteza que começa na geografia e se estende por todos os planos da vida nacional, acentuando-se no plano inclinado, é sempre doloroso quando desaparece mais um “dos bons”. A morte de Saldanha Sanches alimenta o sentimento de orfandade cívica e moral de quem não vive protegido por berços ou conluios; ou seja, quase todos nós, os sobreviventes.
Se a morte é absoluta, dói ainda mais quando a perda parece insubstituível. Por cada Mário Viegas e cada Agostinho da Silva que desaparece, multiplicam-se os lugares vazios, as sombras e as subserviências. Raro, cada vez mais raro encontrar o “riso admirável de quem sabe e gosta/ ter lavados e muitos dentes brancos à mostra”, como nos versos de Cesariny. Também eu estou cansada de ver “os melhores espíritos da minha geração” destruídos pelo desgosto quotidiano que é viver neste país; gente para quem emigrar, hoje, é uma decisão tão saudável como combater o mau colesterol. Quem fica, seja por que razão seja, sabe que tem de ser feito de uma liga especial para resistir à corrosão e ao desgaste permanentes. Uma têmpera de aço, ferro, carbono, fósforo, titânio, tungsténio e o diabo a sete, como o raio do Terminator.
Acontece que a maior parte das pessoas não quer ser o Terminator, com todo o direito que lhes assiste. Não quer ser herói nem vilão, porque cada uma dessas escolhas dá trabalho. Só quer ter um emprego, uma casa, uma família, um ordenado decente ao fim do mês, escola e hospital, e caracóis com cerveja ao fim-de-semana. Ao que parece, é pedir muito. Dêem-lhes mais tungsténio.
(Pela primeira vez, republico um texto do Jardim Assombrado, originalmente datado de 15 de Maio de 2010. Em memória de Manuel António Pina, mais um "dos bons" que desaparece.)
domingo, 21 de outubro de 2012
MANUEL ANTÓNIO PINA (1943-2012)
Sei que chovia na tarde de 28 de Novembro de 2003, porque tenho a data estampada na folha de rosto autografada de Os Livros. Combinámos a entrevista no Pinheiro Manso, perto de casa dele. Apareceu vestido dos pés à cabeça com um impermeável verde-garrafa, calças e casaco, a rir-se daqueles paramentos: «Não devia ter saído assim. A minha mulher diz que pareço um homem do lixo.» Falámos dos seus heróis da infância e adolescência, o tema da minha primeira reportagem para a LER, ainda sob a direcção de Mafalda Lopes da Costa. Falámos de Pancho Villa, Huckleberry Finn, Heitor, Mandrake, Will Eisner, Li’l Abner (aqueles decotes, Deus meu!), Robert Crumb, Hergé, Sandokan. Depois contou-me o episódio do cão enxotado a pontapé pelo guarda de um centro comercial, um desses rafeiros cheios de pulgas e sarna, a apontar os ossos à fome por baixo do pelo ralo. Contou-me como naquele momento desejou vestir a capa de Mandrake e transformar o pobre bicho num leão de dentes afiados. Mandrake faz um gesto e…
Não morreste. Ninguém que valha alguma coisa suporta a tua morte. Mandrake, faz um gesto. Faz a porra de um gesto. Afinal, para que servem os ilusionistas?
domingo, 24 de junho de 2012
ON THE ROAD AGAIN
Do microcosmos ao macrocosmos, tudo procede por ciclos de vida e de morte. É tempo de começar e acabar outras viagens além da blogosfera. O Jardim Assombrado vai encerrar por tempo indeterminado. Talvez volte, talvez não. Pela curiosidade, pela atenção, pelos comentários, pela generosidade, agradeço de alma e coração aos milhares de leitores que foram passeando por aqui desde Setembro de 2008.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
I PREFER TO KNOCK ON WOOD
I prefer movies.
I prefer cats.
I prefer the oaks along the Warta.
I prefer Dickens to Dostoyevsky.
I prefer myself liking people
to myself loving mankind.
I prefer keeping a needle and a thread on hand,
just in case.
I prefer the color green.
I prefer not to mantain
that reason is to blame for everything.
I prefer exceptions.
I prefer to leave early.
I prefer talking to doctors about something else.
I prefer the old fine-lined illustrations.
I prefer the absurdity of writing poems
to the absurdity of not writing poems.
I prefer, where love's concerned, nonspecific
anniversaries
that can be celebrated every day.
I prefer moralists
who promise me nothing.
I prefer cunning kindness to the over-trustful kind.
I prefer the earth in civvies.
I prefer conquered to conquering countries.
I prefer having some reservations.
I prefer the hell of chaos to the hell of order.
I prefer Grimm's fairy tales to the newspapers' front pages.
I prefer leaves without flowers to flowers
without leaves.
I prefer dogs with uncropped tails.
I prefer light eyes, since mine are dark.
I prefer desk drawers.
I prefer many things that I haven't mentioned
here
to many things I've also left unsaid.
I prefer zeroes on the loose
to those lined up behind a cipher.
I prefer the time of insects to the time of stars.
I prefer to knock on wood.
I prefer not to ask how much longer and when.
I prefer keeping in mind even the possibility
that existence has its own reason for being.
("Possibilities", de Wislawa Szymborska. Para a MLC.)
terça-feira, 12 de junho de 2012
UM NOVO RUGIDO DA BRUAÁ
Inéditos, inusuais, inconformistas. A Bruaá prepara-se para lançar novo livro para a semana: uma antologia de poesia humorística traduzida por Miguel Gouveia, com ilustrações de Serge Bloch: O Tigre na Rua e outros poemas. Tomem nota dos autores: «David Chericián, María Elena Walsh, Laura Elisabeth Richards, Michel Monnereau, Roger McGough, Marc Johns, Spike Milligan, Edward Lear, Javier Villafañe, Shel Silverstein, Eduardo Polo, Daniil Harms, Jacques Prévert, Richard Edwards, André Frédérique, Edgar Allan García, Ramón Gómez de la Serna, Jacques Roubaud, Roland Topor e um tal de Anónimo.» Mais informações aqui.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
PERDEU-SE UMA PEDRA PRECIOSA
Há muito desaparecido de vista, Histórias da Minha Rua foi um dos livros da minha infância, já chegado por herança familiar. Nessa altura, as ilustrações de Maria Keil (1914-2012) perdiam em competição com os Astérix, Tintins e outros heróis mais frenéticos, mas ficaram gravadas para sempre, à espera desse «restauro» que só a idade madura confere. Tive a oportunidade de conhecer Maria Keil em Março passado, no lar do Restelo onde passou os últimos anos. A entrevista não chegou a ser publicada, por razões que não importa referir agora. Guardo a imagem de uma senhora gentil, frágil e melancólica; tive pena de não a conhecer mais cedo. Não foi o caso da Rita Pimenta, que assinou um trabalho jornalístico completíssimo para o Público. Espero que não se importe que eu use aqui um título tão puro como verdadeiro na sua delirante fantasia. Goodbye, precious.
terça-feira, 5 de junho de 2012
TODAS AS MÃES
minhamãe
Eugénio Roda
Ilustrações de Gémeo Luís
Edições Eterogémeas
(Texto publicado na LER nº 114. Gémeo Luís, nom de plume de Luís Mendonça, ganhou o Prémio Nacional de Ilustração com o livro O Quê Que Quem, também com texto de Eugénio Roda.)
terça-feira, 29 de maio de 2012
AS CASAS NA PAIS & FILHOS
Onde é que as crianças se sentem mesmo em casa?
Quando são abraçadas com amor e sossegadas nos seus medos pelos adultos. Quando são escutadas com tempo e atenção. Quando são reconhecidas na sua originalidade e encorajadas a ser criativas. Quando as deixam à solta na natureza. Quando estão perto dos animais. Quando podem ir para o seu lugar secreto, que tanto pode ser debaixo da cama, a ler um livro, como à mesa de jantar, a fazer trilhos de comboio com o puré de batata e a imaginar que são ervilhas.
O que é que não pode faltar num “lar doce lar”?
Confiança. Tolerância. Respeito. Delicadeza. Capacidade de nutrição – biológica, simbólica e afectiva. Bom-humor e sentido lúdico da vida. Saber brincar. Poder pôr os pés em cima do sofá. Poder falar de tudo e sobre tudo, sem medo de ser julgado. Não haver rótulos do género “o rebelde”, “a desarrumada”, “o mandão”, “a chata”, porque cada pessoa é um universo. Um sentido de coesão e unidade, mas sempre mantendo as janelas e as portas abertas ao exterior (é bom ter um quarto de hóspedes ou, pelo menos, um sofá-cama). Numa palavra: amor. É coisa que não pode mesmo faltar num “lar doce lar”.
Rainhas, óculos, viagens, casas. Aborda temas muito diferentes nos seus livros. Como é que os escolhe?
Não os escolho, no sentido em que não faço nada programático. São temas que reflectem a minha história pessoal e uma visão do mundo que me parece partilhável com os outros. Escrevo para comunicar. Utilizo os meus recursos próprios, como qualquer escritor, que passam pela minha experiência de vida, pelas leituras feitas, pela memória emocional que vem da infância, pela respiração e pelo instinto; e também pela capacidade de dominar a linguagem e saber provocar a imaginação – por exemplo, dando-me tempo. Sentir que o tempo é ilimitado é o mais importante para escrever.
(A edição de Junho da Pais & Filhos já está nas bancas. A pretexto do Onde Moram as Casas, esta pequena entrevista – a que gostei especialmente de responder – saiu na edição de Maio.)
O VALOR DAS CASAS
Enós e os aprendizes
Era uma vez um homem que fazia casas.
Chamava-se Enós e era o melhor construtor até aí jamais visto. As suas casas eram as mais bonitas e perduráveis.
Certo dia, dois aprendizes vieram ter com ele e disseram-lhe:
– Um dia vais morrer e não haverá ninguém para continuar o que tu fazes. Por que não nos ensinas o segredo da tua arte?
Enós achou razoável o que lhe pediam e, generoso, deu-lhes tudo o que sabia.
Mas, uma vez na posse do conhecimento, pensando que já eram importantes como o mestre, desprezaram-no e afastaram-se dele.
E onde Enós cobrava oitenta dinheiros, eles cobravam setenta, e diziam que as suas casas eram mais baratas e igualmente resistentes.
E assim as pessoas deixaram de dar valor às casas de Enós e conformaram-se com as casas dos aprendizes.
Enós empobreceu até ao ponto de lhe faltar o essencial, mas nem na miséria aceitou fazer casas que não fossem perduráveis.
(Um pequeno conto de Maria Teresa Andruetto, prémio Hans Christian Andersen 2012 na categoria de Escritor, incluído no livro Miniaturas, Macmillan, 2011. Tradução minha a partir do original em castelhano.)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
CONHECER MARIA TERESA ANDRUETTO
Na sequência do post anterior sobre Peter Sis (Prémio Hans Christian Andersen 2012 na categoria de Ilustrador), é mais do que justo lembrar aqui o escritor distinguido com o seu equivalente na categoria de Autor, ambos anunciados ao mesmo tempo na última Feira do Livro Infantil de Bolonha, em Março.
Se Peter Sis é ainda pouco conhecido entre nós, arrisco dizer que o nome de Maria Teresa Andruetto (Argentina, 1954) vai permanecer no limbo dos escritores incógnitos deste importante prémio, por força da quase inacessibilidade da sua obra – mesmo na vizinha Espanha – e do que na autora se evidencia como uma vinculação radical com a experiência interior e subjectiva que faz parte da pulsão literária. Ouça-se esta entrevista arquivada na Audiovideoteca de Buenos Aires ou este resumo breve da sua percepção da literatura para crianças e perceber-se-á melhor o que quero dizer.
Na Feira do Livro Infantil de Bolonha, depois do anúncio do prémio Andersen, houve uma corrida aos livros de Maria Teresa Andruetto. Mais facilmente se encontraria um elefante numa loja de porcelanas... Só o stand do IBBY tinha alguns títulos expostos – para consulta –, além de um dossier fotocopiado com informação sobre a escritora, incluindo entrevistas que podem ser lidas na net. É uma questão de pesquisar.
Em tudo o que ressoa de condescendência e lugares-comuns, o rótulo “infantil” assenta-lhe mal – e ainda bem. Precisamos de mais reflexão e autenticidade, já cá temos fancaria q.b.. Deixo um extracto do livro Hacia una Literatura sin Adjectivos (2009), esgotadíssimo, que ditei para o gravador e depois traduzi. Para Maria Teresa Andruetto, “a pessoa que somos está antes do escritor que poderemos vir a ser”, ideia que subscrevo inteiramente.
“Um escritor não pode definir-se pelas suas intenções, mas pelos seus resultados. Se algo têm em comum os bons escritores de todos os tempos é, justamente, o facto de terem pouco em comum uns com os outros; inclusivamente, às vezes, diferenciam-se ou opõem-se fortemente uns aos outros. Aparece então uma primeira certeza: um bom escritor é um escritor diferente dos outros escritores, alguém que pela essência mesma do que faz contraria a uniformidade que tende a impor-se – resiste, por assim dizer, ao global. Alguém preocupado em perseguir uma imagem do mundo e construir com ela uma obra que pretende universalizar a sua experiência. Olhando então para o que tem de mais privado e de mais pessoal, é como um escritor pode tornar-se universal. E este é o sentido que têm as conhecidas palavras de Tolstoi: pinta a tua aldeia e pintarás o mundo. A criação nasce então do particular, qualquer que seja a particularidade que, como ser humano, caiba a quem escreve. E é a focalização no pequeno que permite, pela via da metáfora, inferir o vasto mundo.”
terça-feira, 22 de maio de 2012
PETER SÍS: MAPAS PARA LER IMAGENS
Nascido na antiga Checoslováquia (Brno, 1949), Peter Sís formou-se na Academia de Artes Aplicadas, em Praga, continuando depois no Royal College of Arts, em Londres. Uma infância e adolescência restritivas deram lugar a uma visão aberta do mundo. Primeiro, por influência da família: pais artistas e uma colecção de livros para crianças trazida dos Estados Unidos pelo avô, na década de 1920, estimularam a imaginação precoce do jovem Sís. O rock’n’roll fez o resto. O pai era autor de documentários e, no regresso das viagens ao estrangeiro, trazia-lhe discos e histórias raras de ouvir entre as quatro paredes da Checoslováquia. Tibet Trough the Red Box (1998) evoca um desses episódios; e em The Wall: Growing Up Behind the Iron Curtain (2007), Sís conta como foi crescer num país onde a vida era «monótona e monolítica».
Tudo mudou em 1982, quando viajou para os Estados Unidos, a pedido do governo checo, para fazer um documentário sobre os Jogos Olímpicos de 1984. Acabou por ficar e pedir asilo político. Maurice Sendak, autor de Where the Wild Things Are (Onde Vivem os Monstros), ajudou-o a entrar no mundo da ilustração. O reconhecimento do Prémio Newbery, da Associação das Bibliotecas Americanas, trouxe visibilidade às ilustrações para o livro premiado de 1987, The Whipping Boy, de Sid Fleischman. Em Nova Iorque – onde reside até hoje – Peter Sís encontrou o meio de que precisava para dar expressão ao seu talento. Das largas dezenas de livros que ilustrou, 25 têm texto da sua autoria.
Sís cruza o olhar documental com a pura fantasia, num registo muito pessoal e, frequentemente, autobiográfico. Cada um dos seus livros é vasto em significados, enviando o leitor para geografias tão distantes como o Tibete ou prestando homenagem a espíritos livres como Charles Darwin ou Galileo Galilei. Exuberante, sim, mas uma exuberância que nada tem a ver com o instinto provocatório de Maurice Sendak ou Tomi Ungerer; antes se revela na acumulação de pormenores visuais, textuais e simbólicos. Fazendo uso frequente da técnica do pontilhismo, faz ilustrações que se assemelham a imagens artesanais pixelizadas, convidando o leitor a demorar-se longamente sobre as páginas. Numa arte que deve muito à cartografia, as ilustrações de Sís lêem-se como mapas, criando a sensação de que há sempre algo de novo para descobrir.
A Árvore da Vida, biografia ilustrada de Charles Darwin, é o único livro de Peter Sís editado em Portugal, com tradução de Ana Paula Faria (Terramar, 2005). Na última Feira do Livro Infantil de Bolonha, o júri do IBBY atribuiu-lhe o Prémio Hans Christian Andersen 2012, na categoria de Ilustração. Era o nome favorito. Ganhou.
(Texto publicado na LER nº 113, aqui com ligeiras alterações.)
domingo, 20 de maio de 2012
BRAGA: ENCONTROS LI 2012
Acontecem desde 1999 e também são conhecidos pelos "encontros li". Em 2012, o 9º Encontro Nacional /7º Internacional de Investigação em Leitura, Literatura Infantil & Ilustração, que decorre na Universidade do Minho, dias 22 e 23 de Junho, vai ter como tema a "Leitura - Avaliação, Ensino, Dificuldades". Para além de conferências e comunicações livres, haverá dois workshops e quatro sessões de posters. Consulte o programa e faça a sua inscrição aqui.
PSICOLOGIA DOS CONTOS NO SOCIEDADE CIVIL
sábado, 19 de maio de 2012
UM LIVRO E UM CONVITE
No quase deserto das publicações ensaísticas dedicadas à literatura infanto-juvenil (LIJ), a associação cultural Tropelias & Companhia emergiu em sentido de contracorrente, o ano passado, ao iniciar uma colecção que acaba de dar à estampa o quarto título: Entre Textos – Perspectivas sobre a literatura para a infância e juventude, de Sara Reis da Silva (Universidade do Minho). Na continuidade do volume anterior (Encontros e Reencontros – Estudos sobre literatura infantil e juvenil, 2010), também da sua autoria, aqui se coligem cerca de vinte textos de análise crítica de autores portugueses e estrangeiros (de Sidónio Muralha a Isabel Minhós Martins, de Vergílio Alberto Vieira a David Machado – mas também Anthony Browne, Oliver Jeffers ou Shel Silverstein), bem como de investigação de questões estruturais e imanentes à LIJ. Para quem se dedica a este universo, é um novo e importante contributo e uma ferramenta de trabalho.
Como deitar-lhe as mãos? Pois. Não se encontra facilmente por aí, mas será fácil obter esclarecimentos através do e-mail tropeliasecompanhia@gmail.com. Há também um blogue homónimo, mas, não sei porquê, o blogger diz que não é possível aceder.
O lançamento do livro acontece precisamente hoje à tarde, na Biblioteca Municipal de Ílhavo, e quem estiver por perto (não é o nosso caso, infelizmente) poderá saber mais pormenores no convite supra-indicado. Parabéns, Sara!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
CARTA ABERTA À APEL, POR LUÍS OLIVEIRA
Carta aberta a Miguel Freitas da Costa,
secretário-geral da APEL
Tomei a devida nota das suas declarações a alguns meios de comunicação social acerca da Feira do Livro de Lisboa. É um dado imediato da observação das suas palavras que bate sempre na mesma tecla, isto é, nunca ultrapassou a superficialidade da análise, satisfazendo-se apenas com os resultados comerciais do evento e com a afluência do público. Falou, claro, em nome da APEL e mostrou-se radiante com os excepcionais resultados da feira.
Na realidade, posso confirmar que o número de leitores foi talvez superior ao do ano passado e também me pareceu que houve mais critério na escolha dos títulos.
Face à crise da economia (a economia capitalista foi sempre ela própria a crise) e de valores humanos, as pessoas começaram provavelmente a pensar que o comboio da História deve mudar de direcção. Por isso, foram guardando algumas economias para adquirir livros em detrimento de outras mercadorias supérfluas.
Foi isto que V. Ex.ª não compreendeu ainda, formatado que está para uma sociedade que não conduz as pessoas no sentido do movimento da emancipação humana. É cada vez mais visível que esta perspectiva só poderá conduzir à catástrofe.
A direcção da APEL não manifestou nenhuma solidariedade para com os cerca de quarenta editores que nesta altura foram atirados para a «desgraça» devido à recente falência da distribuidora CESodilivros.
Ora, todos estes editores são sócios da APEL.
Neste sentido, podemos afirmar que a APEL não existe.
Por último, e voltando à feira, quero dizer-lhe que ela nunca mais será realizada no Parque Eduardo VII, no mês de Abril, porque a maioria das editoras não autoriza esta irracional data.
Se V. Ex.ª não tivesse a cabeça dura, pensaria no local privilegiado que é o Parque Eduardo VII quando o tempo está quente: em tardes de sol, os visitantes aproveitam para se sentarem na relva daquele excepcional jardim, lendo e namorando, numa partilha lúdica da qual têm sido privados nos últimos anos.
Estas palavras são apenas uma tentativa de vos chamar à razão para tantos aspectos da feira, nomeadamente os horários escravizantes (mais de doze horas por dia) que ali são praticados.
Há períodos completamente mortos na feira, mas há interesses dos grandes grupos na abertura ainda de manhã para venderem livros infantis às crianças, configurando uma atitude não democrática e inaceitável da APEL.
Luís Oliveira
Editor da Antígona
quinta-feira, 17 de maio de 2012
LUX INTERIOR
No Luxemburgo, a cidade europeia com mais probabilidadades de encontrar bacalhau à brás na ementa dos restaurantes, o jornal Contacto registou a minha passagem pelo Instituto Camões, onde fui excepcionalmente bem recebida e tive oportunidade de falar para uma plateia muito interessada e curiosa de professores de português. O título da notícia é "os meus livros mostram o melhor de mim". Nunca tinha dito isto antes, mas acho que é mesmo verdade. Ler aqui.
PS - Dou um doce a quem decifrar o trocadilho e a figura implícita no título deste post...
PS - Dou um doce a quem decifrar o trocadilho e a figura implícita no título deste post...
AINDA O PRÉMIO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO 2011
O comentário de um leitor no post de ontem, escrito com menos tempo e cuidado do que seria desejável, chamou-me a atenção para a injustiça de não referir as duas menções especiais do Prémio Nacional de Ilustração 2011: Greve, de Catarina Sobral (Orfeu Negro), e a Antologia Poética de Bocage ilustrada por José Manuel Saraiva (Kalandraka). E ainda o destaque do júri para André Letria e Se Eu Fosse um Livro (Pato Lógico). Todos estes ilustradores estiveram presentes na exposição da Feira do Livro Infantil de Bolonha e todos estão de parabéns. Conheça-os um pouco melhor no site Como as Cerejas.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
PRÉMIO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO 2011
«Este livro foi feito a partir de uma série de gravuras que fiz em 1998. Há muito que tinha pensado reuni-las e fazer uma publicação. Agora, olho para as imagens e para os textos e sei que eles foram feitos com toda a liberdade que parece que ainda é visitada pela Sra. Ingenuidade (aquela que faz limpezas nas cabeças que ainda não têm muito pó).
O que resultou é um livro que quer mostrar esse tempo em que se deixa acontecer, sem querer mais do que fazer do corpo o lugar táctil e sensível que permite construir sem a finalidade artificiosa.
Não é um livro apenas para crianças, não é um livro para quem se deixa cristalizar e não cresce, seja lá o que isso queira exactamente dizer. Este objecto final é uma visita a uma experiência anterior, acumulou tempo, desdobra-se no espaço e tem finalmente um corpo próprio.
Enquanto livro de autor, e por tudo o que me leva a pensar hoje conscientemente, na minha estante ideal, arrumava-o junto aos livros de arte.»
segunda-feira, 14 de maio de 2012
UMA TARDE COM LUÍSA DUCLA SOARES
Na próxima semana, dia 25 de Maio, o auditório do Instituto de Educação da Universidade do Minho (Braga) reserva uma tarde inteira para falar da obra de Luísa Ducla Soares, encerrando em beleza com a presença da escritora. Cliquem na imagem para conhecer o programa, que conta com a presença de dois dos seus ilustradores (André Letria e João Vaz de Carvalho), além de comunicações de Sara Reis da Silva, Ana Margarida Ramos, João Manuel Ribeiro e José António Gomes.
sábado, 5 de maio de 2012
WO WOHNEN DIE HÄUSER
Daqui a uns dias rumo à Alemanha para participar na primeira representação de Portugal na 12ª Feira Europeia do Livro Infantil e Juvenil de Saarbrücken, que se realiza entre 10 e 13 de Maio. É um convite do Leitorado de Português da Universidade de Saarbrücken, financiado pelo Instituto Camões, em parceria com a Embaixada de Portugal em Berlim e o Centro Cultural Português no Luxemburgo. Aguarda-me uma agenda atarefada que inclui, entre outras coisas, uma passagem pela A Livraria, em Berlim, e uma palestra na Universidade de Saarbrücken para estudantes de português. Em alemão, «onde moram as casas» diz-se «wo wohnen die häuser».
sexta-feira, 4 de maio de 2012
CURSO DE LIVRO INFANTIL BOOKTAILORS
Começa daqui a pouco mais de uma semana e aguarda as vossas últimas inscrições. Ver aqui.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
LER NO PARQUE EDUARDO VII
À semelhança do ano passado, a sessão deste mês do «Ler no Chiado» – tertúlia promovida pela Revista Ler e Livrarias Bertrand, com moderação de Anabela Mota Ribeiro – terá lugar na Feira do Livro de Lisboa. O tema dos contos populares e literatura tradicional será debatido hoje, às 18h30, no Espaço do Grupo Porto Editora, com um painel excelente: Graça Morais (pintora), João Seabra Diniz (psiquiatra) e Francisco Vaz da Silva (antropólogo). Recorde-se que este último é autor das colectâneas Contos Maravilhosos Europeus e Grimm – Contos da Infância e do Lar, cujo segundo volume saiu há pouco. Aguarda-se, este mês, o terceiro e último tomo da primeira edição integral em língua portuguesa da obra dos Irmãos Grimm, publicada pela Temas e Debates/Círculo de Leitores.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
LISTAS, LISTAS, LISTAS
Pediram-me que escolhesse cinco bons livros infanto-juvenis portugueses que marcaram 2011, e foi o que fiz. Não sei se são os melhores, mas são com certeza dos melhores, como tentei justificar no encontro da Feira do Livro, domingo passado, onde também estiveram Ana Maria Magalhães e Isabel Minhós Martins. A referência de ambas ao Onde Moram as Casas foi um momento de embaraço feliz. Não sei quem é que fez recolha das listas, mas fez muito bem. Vejam aqui.
ONDE MORAM AS CARAS
Até domingo, todos as meninas e meninos que passem pela Feira do Livro de Lisboa estão convidados a fazer o seu auto-retrato para o poster gigante que reproduz as janelas desenhadas pelo Alexandre Esgaio. Pertencem às guardas do nosso livro, claro. O poster (plastificado, por causa da chuva), encontra-se à entrada da Praça Leya, revestindo a parte lateral do primeiro pavilhão, do lado esquerdo de quem sobe.
terça-feira, 1 de maio de 2012
PRIMEIRO DE MAIO
Na origem etimológica de "coragem" está a palavra "coração". (Ilustração de Alex Gozblau para o último 25 de Abril. Com um abraço.)
segunda-feira, 30 de abril de 2012
LER DE MAIO
Quem não gostar do último número da LER só merece andar na prancha. Ver aqui o making of da capa de João Lemos: http://vimeo.com/41214679.
domingo, 29 de abril de 2012
FALAR DE LIVROS
Hoje, domingo, vou estar na Feira do Livro de Lisboa para falar sobre "os livros do ano" (2011) na área do infanto-juvenil, com a companhia de Isabel Minhós Martins e Ana Maria Magalhães. O debate será moderado por Tito Couto, da Booktailors. Às 17h00, no auditório da APEL. Apareçam.
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