
Apanhei no Technorati um comentário de Luís Soares sobre a minha crítica ao livro A Revolta das Frases, de Maria Almira Soares, publicado na secção “Leituras Miúdas” da última LER. Em lado algum escrevi que o livro era “um pouco difícil e talvez excessivamente didáctico”, porque os conceitos de “fácil” e “difícil” não significam nada e o didactismo, só por si, já me parece excessivo em literatura. O que os autores acham ou deixam de achar sobre o que escrevem também é irrelevante para o caso; o livro fala por eles, é tudo. Justifiquei a minha apreciação na LER (tanto quanto é possível em mil caracteres) e poderia continuar a fazê-lo aqui, mas não me pagam para isso nem quero alimentar uma polémica que não existe. Luís Soares associa-me ainda a José Mário Silva e deixa uma alfinetada capciosa: “Prefiro não comentar autores que são críticos que são autores que são críticos... vocês percebem - é o caso do José e da Carla.” Se não queria comentar, já comentou bastante. É curioso que os incómodos só surjam nestas ocasiões; enquanto só se diz “bem”, ninguém se aborrece. Mas para esse peditório não dou. O discurso crítico e o discurso criativo são totalmente diferentes e não se alimentam nem se parasitam; se “o Luís” é escritor, deve saber isso. Falamos de quê, então? De arrufos, invejas, vinganças, ressentimento e despeito? Essas são questões de carácter, sobre as quais não me justifico com pessoas que não me conhecem, apesar de falarem como se me conhecessem.
Não existe polémica, não te citei, apenas referi a minha impressão da tua impressão. Nem sequer achei que a tua crítica falhasse o alvo, muito menos deixei de concordar com ela. A minha referência à autora é só por ela ser minha mãe (esclarecimento!). Não manifestei acordo ou desacordo com ninguém. Todas as opiniões têm a sua relevância ou irrelevância para o caso, conforme quem as ler assim o julgue. Quanto a críticos que são autores e/ou vice-versa é um facto da vida que pode criar telhados de vidro (não estou a dizer que é o caso), apenas isso, e é algo que tens em comum com o José Mário Silva, apenas isso também. Não há qualquer inveja, nem ressentimento, nem arrufo, muito menos despeito ou vingança. Não te conheço nem falo como se te conhecesse e desculpa lá se te trato por tu, caso te incomode. O resto do post é aliás sobre críticos e autores que exageram no comentário mútuo. Não é o caso, de todo. Sim, isto é água na fervura.
ResponderEliminarLuís, os meus telhados de vidro são sólidos q.b., o que não significa que não possa cometer erros de avaliação. Quanto ao resto (as invejas, os ressentimentos, o despeito, etc), referia-me não a ti mas ao facto de a má crítica poder ser usada como arma de arremesso. Ou o contrário: discursos laudatórios, despropositados, insuflados de "amiguismo"... Tudo o que é de mais, chateia.
ResponderEliminarAceito a água na fervura, até porque estamos no Verão. No hard feelings. Já somos amigos no Facebook.