Não chames ao mundo morada, não lhe dês um nome
pois falhas a tua Primavera
as sugestões atmosféricas tornam-se paisagens equívocas
e nunca chegamos a perceber
como avança uma história
ou uma tempestade
Diante da janela iluminada
acredita apenas na duração
do amor
(«A janela iluminada», de José Tolentino Mendonça, in
Estação Central, Assírio & Alvim, 2011)
Sem comentários:
Enviar um comentário