
Em 1976, tive uma paixão revolucionária. De turbante e sabre em punho, Sandokan afrontava o imperialismo britânico, protagonizado pelo odioso Lord Brooke. Depois da série de televisão, veio a colecção de cromos. Se Sandokan era o sex-symbol para uma aventura, Ianes, o tipo easy going, era o cromo com quem se quer passar o resto da vida. Que ele fosse português, parecia-me extraordinário. Mais ainda, de origem nobre, o arrepio final. Ainda hoje sei de cor a legenda que acompanhava a figura:
“Português, de origem nobre, atravessou meio mundo antes de alcançar Mompracem e de se tornar no melhor amigo de Sandokan. Aventureiro temido, com um passado misterioso, leal, generoso, está sempre pronto para a aventura e sempre com o sorriso nos lábios.”
Já não se fazem cromos assim.
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