Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 21 de setembro de 2014

DON'T LOOK BACK IN ANGER





Dois filmaços que vi este fim-de-semana: Gimme Shelter e Joe. Etiquetas: adolescentes, violência, famílias disfuncionais, amor, lealdade, traição, trabalho duro, cobras, bons polícias & maus polícias, cães perigosos, cidades, drogas, causas perdidas, árvores, esperança, sobrevivência, náufragos, porte de armas, cicatrizes, maternidade, gótico americano e por aí fora.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

SALVANDO MARY POPPINS


«P.L. Travers adoptou a tradição de muitos escritores vitorianos (como Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas ou J. M. Barrie em Peter Pan) no que toca à exaltação mitificada da infância e de um perpétuo mundo de fantasia. No livro, os gémeos bebés falam assim dos pais e dos dois irmãos mais velhos: «Acho que nunca irei compreender os adultos. Parecem todos tão estúpidos. Até a Jane e o Michael são estúpidos às vezes.» Walt Disney preferiu o tom reconciliatório e da afirmação dos valores familiares, como seria de esperar; mas a edição do texto original pela Relógio d’Água apresenta-nos uma Mary Poppins muito diferente da protagonizada pela cristalina Julie Andrews.»

(Texto completo na LER nº 134... Quase a chegar às bancas, agora com periodicidade trimestral. O trailer do filme sobre o «processo» P.L. Travers/Walt Disney pode ser visto aqui.)

domingo, 13 de outubro de 2013

NÃO SEI QUE TÍTULO HEI-DE PÔR PARA DIZER QUE ESTE FILME TEM MESMO DE SER VISTO


Detachment ou Indiferença: não sei se passou nos cinemas portugueses. Ia dizer que todos os professores e pais deviam ver este filme, mas rectifico: todos devíamos ver este filme. Não é para quem sonha com utopias; é para quem sabe que não está sozinho nesta luta e que a mudança na forma como entendemos a educação e o progresso é inevitável. Precisamos de mais consciência, mais compromisso, mais coragem e carácter. Precisamos de pessoas que se importem e que recusem essa arma equipada com silenciador que dá pelo nome de "indiferença". Logo que possam, ampliem o ecrã do computador e vejam o filme no You Tube, inteiro e legendado em português (aqui). Professor numa escola secundária, Adrien Brody faz o melhor papel da vida dele, pelo menos desde O Pianista; de resto, toda a direcção de actores é brilhante. A linguagem não é meiga e algumas cenas idem, mas não se assustem. Depois digam-me se não valeu a pena.

domingo, 3 de março de 2013

A ESTRADA


Ontem, ao voltar da manifestação no Terreiro do Paço em direcção a Santa Apolónia, sem táxis nem autocarros à vista, e depois de ter caminhado sobre carris, saltado uns quantos muros e atravessado o caminho de gente sem-abrigo, fogueiras a arder em bidões e cães a ladrar ao longe, lembrei-me deste filme impressionante baseado no livro homónimo de Cormac McCarthy. O retrato do país que somos agora: uma estrada para lugar nenhum. Ao fim de uma hora de caminho inóspito, cheguei a casa, quase feliz. Quase.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A LER ESTÁ EM FESTA!



E que grande festa. Começa hoje no Cinema São Jorge, em Lisboa, para durar até domingo. Ele é filmes, ele é livros, ele é debates, ele é concertos... um fartote em tempos de crise. O programa do Festival LER 25 Anos pode ser acompanhado aqui. Entretanto, não percam a edição deste mês, com a nossa «Rainha Sophia» na capa, linda, linda!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O OSCAR QUE NÃO FOI UM ACIDENTE



À partida, sou devota de qualquer filme que tenha acento very british e Colin Firth no elenco, mas o Oscar que me deu mais satisfação foi para o melhor longo documentário: Inside Job – A Verdade da Crise, uma reconstituição do megaprocesso de engenharia financeira, económica e política que, desde os anos 1980, perpetrou a desregulamentação e o colapso do sistema bancário tal como o conhecíamos, originando a famosa “crise”. Não, não foi uma crise acidental, como pensa a minha mãe. Sim, houve culpados, desde altas figuras de Estado e eméritos professores de Harvard e Columbia até aos patos-bravos de Wall Street; gente sem consciência nem vergonha na cara que ontem coleccionava jactos privados e hoje responde com a maior cara de pau às perguntas que lhes fazem, apalpando no bolso as carteiras recheadas de indemnizações chorudas. Money, money, money. Dirty money. Sabiam que experiências científicas demonstram que ganhar dinheiro e consumir cocaína activa a mesma parte do cérebro? Curiosa coincidência. Como escreveu um crítico do Boston Globe, o filme é “mais assustador do que qualquer coisa que Wes Craven e John Carpenter já tenham feito”. Para que serve? Por exemplo, para que o Zé-pagante comece a pensar duas vezes antes de aceitar um folheto de propaganda de qualquer coisa e assinar de cruz. Subscrevo o que diz Eduardo Pitta no Da Literatura: era bom que o Oscar trouxesse o filme de volta às salas de cinema. Que passasse na televisão a horas decentes. Que fosse dado nas escolas. Infelizmente, o programa vigente é o da idiotização geral. Dá muito jeito, pois claro. Segurem-se e vejam o trailer.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CHAMEM O GATO DO SIMON



Está na hora de começar a desfazer a árvore. A gataria, sempre insensível ao espírito natalício, dá uma pequena ajuda. Criaturinhas maravilhosas.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

THE SNOWMAN, PARTE III



A terceira e última parte do filme. Para mais informações sobre o livro de Raymond Briggs, ver o post anterior.

THE SNOWMAN, PARTE II



A segunda parte.

THE SNOWMAN, PARTE I



Em 1982, a partir do livro de Raymond Briggs recentemente publicado pela Caminho, Dianne Jackson realizou um filme de animação de 26 minutos (The Snowman) que foi candidato ao Oscar e se tornou conhecido também pelo tema musical, Walking in the Air. Continua a ser um clássico do Natal britânico e pode ser visto no You Tube. Esta é a primeira de três partes.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

MATAR UM RUISEÑOR


As sobras da Qué Leer chegam a Portugal com meses de atraso, facto incompreensível para uma revista feita aqui ao lado. Andando à procura de um número especial recém-saído, dedicado à literatura infantil (e não, não é este), encontrei há dias uma edição extra sobre adaptações literárias ao cinema – entre as quais as famosas Cumbres Borrascosas. Sei que é um acto de sadismo pôr um espanhol a pronunciar Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais, Emily Brontë), mas convenhamos que Cumbres Borrascosas é um daqueles títulos impossíveis de levar a sério, tal como Cadenas Rotas (Great Expectations) ou Las Uvas de la Ira (The Grapes of Wrath). Não, não é má vontade. É mesmo vontade de rir. Quanto a Matar un Ruiseñor, como já devem ter percebido, refere-se a To Kill a Mockingbird, título da obra-prima de Harper Lee, que em português ficou Por Favor, Não Matem a Cotovia (Difel). Também não é grande espingarda.

terça-feira, 15 de junho de 2010

E DEPOIS DISTO VOU DORMIR


“Era uma vez um menino pobre, que não tinha pai, nem mãe. Tudo estava morto e não havia ninguém mais no mundo. Tudo morto. E o menino andou, procurando dia e noite. E já que não havia ninguém mais no mundo, quis ir para o céu, onde a lua olhava com tanta simpatia. E quando chegou na lua, viu que era um pedaço de madeira podre. E então foi para o sol, e quando chegou no sol, viu que era um girassol murcho. E quando chegou nas estrelas, viu que eram mariposas douradas, estavam espetadas, como se espetam os vagalumes nas árvores. E quando quis voltar para a terra, a terra era um porto destruído. E o menino estava sozinho. Então se sentou e chorou, e até hoje ainda está sentado, sozinho.”

Foi postado há pouco tempo no Blogtailors e Pó dos Livros (pelo menos), mas não podia faltar no Jardim Assombrado: “Children’s Story”, uma pequena obra-prima de humor negro, escárnio e sacanice, contada e musicada por Tom Waits. Para quem não saiba, vem no álbum triplo Orphans – variante Bastards (os “bastards” dão sempre as melhores histórias). O texto acima (retirado daqui) é um excerto da célebre peça de George Büchner, Woyzeck, e a animação pertence a Matt Rosemier. Só escapou ao vídeo o riso sarcástico de Tom Waits, no final, tal como vem no disco…

PS – Tenho dúvidas quanto à tradução de “porto destruído”, mas infelizmente não leio alemão para poder comparar com o original.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

THE KILLING MOON REVISITED

Filme animado com versão atmosférica de uma grande canção dos Echo & The Bunnymen: "The Killing Moon", pelos Nouvelle Vague. Terno, enigmático e poético. Ou apenas muito bonito.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EDIÇÕES DALTÓNICAS



Acompanhando a vaga de "Alices" desencadeada pelo filme de Tim Burton, a Europa-América reeditou as duas obras-primas de Lewis Carroll, melhorando as capas (não era difícil) e acrescentando notas biográficas do escritor e do ilustrador, John Tenniel. Mas bem que podiam ter feito o essencial: uma nova tradução (sim, custa dinheiro). Mantém-se a versão antiga de Vera Azancot, que, para não irmos mais longe, achou por bem dividir as dramatis personae de Alice do Outro Lado do Espelho em peças/peões “Brancas” e “Pretas”. Acontece que Lewis Carroll não escreveu isso. Não existe nenhuma Rainha Preta, Rei Preto ou Cavaleiro Preto. O que existe é Rainha Vermelha, Rei Vermelho e Cavaleiro Vermelho. Mais de trinta anos depois da edição de bolso, acima reproduzida, alguém continua a não saber soletrar R-E-D.

P.S. – A propósito, não gostei do filme. Por muito que se aperfeiçoem os efeitos especiais, para mim as emoções ainda são analógicas. Confesso que fiquei tão serena como se o meu apelido fosse Williams. Continuo a preferir o Tim Burton no seu lado mais gore (Sleepy Hollow, Sweeney Todd) e nos filmes animados em stop-motion (O Estranho Mundo de Jack, insuperável).

domingo, 14 de março de 2010

VISTO DO UMBIGO


Não li o best-seller de Alice Sebold, The Lovely Bones (por cá traduzido como Visto do Céu, na edição da Casa das Letras). É a história do assassínio de uma adolescente de 14 anos que ascende a um universo paralelo post-mortem, passando a observar desde aí as transformações familiares e afectivas ocorridas naquele subúrbio de uma cidadezinha da Pensilvânia, onde se oculta o psicopata disfarçado de bom vizinho. Não li, mas agora estou mais curiosa. Custa a crer como é que Peter Jackson conseguiu fazer um filme tão mau. Parece que depois da saga de O Senhor dos Anéis, o homem não consegue trabalhar sem o botox dos efeitos especiais. Visto do Céu é uma mistura de thriller com drama familiar (que vira comédia quando não deve e estraga tudo), enquadrado num registo fantástico com laivos de new age, uma estética alucinogénia de postal piroso (com “mensagem”) e cenários virtuais de fazer inveja aos inventores do My Little Pony. Os actores vão muito bem, mas não chegam para salvar o filme do desastre. Peter Jackson conseguiu dar de cabo de tudo sozinho. Que fantochada.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

ALICE, O SCRIPT


Tão cedo não cometerei novamente o erro de ver o filme primeiro e ler o livro depois, mas o inverso também tem os seus quês. Por razões de trabalho, fui “obrigada” a ler a adaptação do argumento cinematográfico de Alice no País das Maravilhas, o que desencadeou uma espécie de projecção mental paralela da primeira à última página. Vou entrar no cinema com a sensação de déjà vu, o que é chato. As piscadelas de olho a Matrix (filme em que os espectadores se divertem a anotar as múltiplas referências a Alice) são muito mais do que isso; a especulação sobre o facto de Alice ser ou não ser a “The One” atravessa toda a versão de Tim Burton. A cena da resposta do oráculo é… enfim, não quero estragar a surpresa. O resto é Mr. Burton tal como o estamos habituados a ver. Por exemplo, nesta revisitação (ainda mais) lúgubre do Jardim das Flores Vivas, um dos cenários vitorianos de Alice do Outro Lado do Espelho:

“O seu olhar pousou sobre uma fila de flores e, então, deu um salto. Tinham mesmo caras humanas, mas como é que ela já sabia que teriam? Por outro lado, não eram aquelas que, por qualquer razão, ela esperava. Estas caras eram esqueléticas e fantasmagóricas, como se as flores estivessem a morrer à fome. Os olhos delas olhavam, inexpressivos, para além dela e as suas pétalas pendiam, murchas, com as cores pálidas e desvanecidas mal se distinguindo contra o fundo castanho e acinzentado. Nenhuma lhe disse nada, embora duas deixassem o seu olhar errar devagar pela cara dela, e depois os desviassem de novo para o chão.”

(Alice no País das Maravilhas, adaptação de T. T. Sutherland, baseada no argumento cinematográfico de Linda Wooverton para o filme de Tim Burton, edição Dom Quixote)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O OVO DA SERPENTE


Forre o estômago com ensaios sobre o optimismo ou que bem lhe aprouver, mas não perca esse grande filme de Michael Haneke que dá pelo título de O Laço Branco. Realização, direcção de actores, cenários, figurinos, fotografia, argumento, narração - é tudo um primor. Um senhor filme.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

LET'S LOOK AT THE TRAILER


Já só faltam duas semanas para a estreia de um dos filmes mais aguardados do ano (de sempre?). Now, let's look at the trailer. Aqui.