sábado, 6 de março de 2010

O MASSACRE DOS LIVROS

Não, não acho normal que as editoras sejam massacradas com centenas de cartas e emails a pedir livros para bibliotecas, escolas, jardins-de-infância, associações, instituições ou qualquer outro tipo de ajuntamento com louvável interesse pela leitura. As editoras não dão livros porque isso é mau para o seu negócio; preferem destruí-los e receber o IVA de volta, sempre é dinheiro que se recupera. Também não acho normal que a larga maioria dos livros desapareça dos escaparates ao fim de pouquíssimo tempo, nem que andem continuamente a saltar das livrarias para os armazéns, com prejuízo dos autores e leitores – sempre os elos mais fracos. Tudo isto é estranho e paradoxal e não parece melhorar com o tempo. Se a Ministra da Cultura está preocupada com o “massacre” dos livros, pois que reclame orçamento para comprar livros para escolas e bibliotecas em quantidades que não envergonhem ninguém – de preferência, quando são editados, não quando chegam ao fim da linha. É prática corrente em muitos países com planos nacionais de leitura, inclusive do chamado “terceiro mundo”. Já estamos tão perto deles, que diabo. É só mais um esforço.

1 comentário:

sofia wahnon disse...

Os escaparates da maioria das livrarias, das Grandes, pelo menos, são do mais enfadonho - quem viu um viu todos...
Como prof., confesso, que "massacro" e a verdade é que, não me importo nada com os livros do "fim da linha". No entanto, concordo, muito tem que mudar. É possível que agora estejamos mais próximo disso. Era bom, não era?