domingo, 13 de outubro de 2013

NÃO SEI QUE TÍTULO HEI-DE PÔR PARA DIZER QUE ESTE FILME TEM MESMO DE SER VISTO


Detachment ou Indiferença: não sei se passou nos cinemas portugueses. Ia dizer que todos os professores e pais deviam ver este filme, mas rectifico: todos devíamos ver este filme. Não é para quem sonha com utopias; é para quem sabe que não está sozinho nesta luta e que a mudança na forma como entendemos a educação e o progresso é inevitável. Precisamos de mais consciência, mais compromisso, mais coragem e carácter. Precisamos de pessoas que se importem e que recusem essa arma equipada com silenciador que dá pelo nome de "indiferença". Logo que possam, ampliem o ecrã do computador e vejam o filme no You Tube, inteiro e legendado em português (aqui). Professor numa escola secundária, Adrien Brody faz o melhor papel da vida dele, pelo menos desde O Pianista; de resto, toda a direcção de actores é brilhante. A linguagem não é meiga e algumas cenas idem, mas não se assustem. Depois digam-me se não valeu a pena.

3 comentários:

ann.dorinha disse...

Já o vi e é, de facto, um excelente filme. Fez-me questionar e repensar as minhas escolhas enquanto professora e cidadã e a atenção que devemos dar aos outros bem como a nós mesmos.

Lelia Doura disse...

Nem de propósito!... Ou talvez sim? :-)
Estive ontem na TEDx Lisboa ED, sobre RE.VOLUÇÃO na educação. Mais um dia de reflexão... em prol de utopias realizáveis.

Já tinha visto a apresentação deste filme que ficou aguardando a sua vez de audiovisualização. Agora, o pretexto é 'mais que muito' e a tua partilha oportuna e um bem. Obrigado.

Entretanto, veio-me à memória uma pequena história contada por Tom Peters, no seu livro Reinventar o Mundo!, no capítulo dedicado à Acertar desde o início: educação para uma era criativa e autoconfiante.
Narra ele que, Jordan Ayan e sua mulher foram a uma conferência de pais e ficaram a saber que o seu filho, Christopher, iria receber um "não satisfaz" em arte. Chocados, questionaram: "como é que qualquer criança - muito menos a nossa criança - podia receber uma má nota em arte numa idade tão tenra? A professora informou-os que ele tinha-se recusado a colorir dentro das linhas… o que era um requisito para demonstrar 'capacidades motoras para a nota'".

Belo mote para um livro…, sobre criatividade e… quicá, metendo um pauzinho na engrenagem.
E mais não digo! Indelicadeza a minha.
Estaria a ensinar o pai nosso ao vigário :-)

Lelia Doura

Carla Maia de Almeida disse...

Não há coincidências. Eu tinha um link neste post para a TEDx Lisboa, mas tive de tirá-lo porque ia dar a uma página que não tinha nada a ver.

Agora, toca a ver o filme! :-)