segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

WILD THING


"Se já viram o filme, hão-de reparar que a história se aproxima muito do filme em certos pontos, e se afasta dele noutros. Quando me sentei para escrever este livro, pensei inicialmente que iria mais ou menos fazer uma transcrição do filme. Mas pelo caminho, enquanto me perdia, tal como Max, no matagal do enredo, descobri outros caminhos dentro e fora da ilha, e em geral acrescentei as minhas próprias interpretações da história de Max. O Max do livro infantil é, afinal, uma versão de Maurice, e o Max do filme é uma versão do Spike. O Max deste livro é portanto uma qualquer combinação de Max de Maurice [Sendak], do Max de Spike [Jonze] e do Max da minha infância." (Dave Eggers, O Sítio das Coisas Selvagens, Quetzal, p. 280)

PS – depois de ver o filme, ler o livro é quase sempre redundante. É melhor começar pelo segundo.

4 comentários:

nils disse...

Eu que comecei pelo livro, depois de ler o do Sendak ao meu filho, achei tudo profundamente triste, ou melancólico, ou angustiante, ou nem sei bem. Um pouco do meu Max,acho.

Carla Maia de Almeida disse...

Concordo, Nils. Principalmente com o "nem sei bem". Mas mesmo assim gostou, ou não?

nils disse...

Gostei sim, Carla. Acho que ter tido uma infância na companhia dos marretas e do Contador de Histórias, também do Jim Henson, deve ter influenciado. E há aquele fantástico Living with Dinossaurs que também me marcou imenso. E mais uma vez Jim Henson. Mas a verdade é que foi neste blogue que primeiro ouvi falar do livro do Sendak. E isso tenho que lhe agradecer, porque o Tiago adora a história.

Carla Maia de Almeida disse...

A sério? Fico mesmo feliz por saber isso. Vou lembrar-me do seu comentário nos muitos dias em que me questiono sobre a (ir)relevância deste blogue.