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quinta-feira, 6 de junho de 2013

TRABALHAR NA OFICINA


O Teatro do Bairro e o Pato Lógico juntaram-se para preparar o regresso às férias. Nos meses de Junho e Julho, crianças dos seis aos doze anos vão trabalhar para as oficinas. Isto é exploração da criatividade!

sexta-feira, 1 de março de 2013

TEATRO DE MANUEL ANTÓNIO PINA


Os textos e a selecção dos mesmos são da sua autoria, reconstituindo um universo poético «que nos surpreende a cada momento com devaneios e brincadeiras». Manuel António Pina (1943-2012) acompanhou de perto esta peça encenada por Ana Luena, com interpretação de Pedro Mendonça e Rui Lima – actor e músico, respectivamente. O que vai na cabeça do menino Manuel regressa em boa hora ao Teatro do Campo Alegre, no Porto, para uma curta temporada de espectáculos agendada para os dias 7, 8, 9 e 10 de Março. Informações pelo telefone 22 606 30 17.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ANITA REJEITA O BOTOX



Como fã habitual do Teatro Praga e vítima da Anita quando era pequena, pressinto que gostaria de ver este espectáculo no Maria Matos, em cena no próximo fim-de-semana. Reza assim: "Anita ama a montanha, o mar, a natureza e também gosta de brincar às bonecas. Anita é sociável, fiel companheira, dinâmica, jovial, amorosa. Anita é mesmo perfeita. Anita nasceu em 1954 mas será sempre jovem e bonita e nunca precisa de botox nem de prozac, nem de apoio moral. Anita tem sempre lingerie de bom gosto comprada na petit bateau. E brinquedos muito caros."

(As imagens pertencem a uma colecção politicamente incorrecta que de vez em quando circula por e-mail. Quem viu, sabe que estas são das capas mais soft. Para não ferir espíritos sensíveis como a minha mãe, que também lê este blog.)

domingo, 18 de janeiro de 2009

O SOM E A FÚRIA DOS COMPSON


“Versh pôs-me no chão e entrámos no quarto da Mãe. Havia um fogo. Estava a subir e a descer nas paredes. Havia outro fogo no espelho. Eu podia cheirar a doença. Era um pano dobrado na cabeça da Mãe. O cabelo dela espalhava-se na almofada. O fogo não lhe chegava, mas brilhava-lhe na mão, onde os anéis dela estremeciam.”

(O Som e a Fúria, William Faulkner, Portugália Editora, tradução do inglês por Mário Henrique Leiria e H. Santos Carvalho, pág. 66)

Hoje, às 17h00, a companhia Elevator Repair Service estará na Culturgest para terceira e última representação do texto de William Faulkner, uma versão praticamente intacta da primeira parte de O Som e a Fúria. Actores em estado de graça (Susie Sokol no papel de Benjy em criança, impressionante) numa encenação que articula toda a polifonia de vozes narrativas, tempos e espaços diversos do romance no cenário de “uma sala de estar intemporal de uma família sulista”. O encenador John Collins afirma, na entrevista reproduzida no programa, que tudo começou com a imagem da casa da avó quando era criança: “Pensava nessa sala como um pouco assustadora e misteriosa. Estava sempre um pouco escura e tinha uma colecção de mobílias de épocas diferentes. O poder estranho que eu atribuía a essa sala permaneceu comigo. Portanto imaginei que seria um bom substituto para o cérebro sombrio, perturbado e misterioso de Benjy.”

Já não vale a pena ir comprar bilhetes. Está esgotadíssimo.