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terça-feira, 27 de março de 2012

FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA, 6


Vista para as casas de Bolonha a partir da varanda da Lisa, onde morei durante seis dias estupendos.

FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA, 5


As cerejas não vieram só de Portugal...

FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA, 4


Ana Pereirinha e Manuel San Payo no stand da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. E ainda o desenho de uma antiga aluna que me agradou mesmo muito… Who is she?

FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA, 3






De cima para baixo: Assunção Mendonça e Maria Carlos Loureiro, da DGLB, e Agnese Soffritti, o team incansável entre o Stand de Portugal e a exposição Como as Cerejas; Marta Madureira a mostrar o seu port-folio no Stand de Portugal; aspecto do interior do stand; a mesma perspectiva, mas do exterior, revelando já algumas “falhas” nos expositores (a percentagem de furtos aumentou este ano, dizem, por causa daquela palavra que anda na boca de toda a gente… Voldemort); o Onde Moram as Casas no escaparate da selecção da DGLB, com o dedo da Maria Remédio a apontar, estilo fotografia dos vespertinos de outrora (“… e aqui foi o local do acidente”).

segunda-feira, 26 de março de 2012

FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA, 2










Momentos revista Caras, de cima para baixo: Gonçalo Viana, José Oliveira e Afonso Cruz; Danuta Wojciechowska, Yara Kono, André Letria e Madalena Matoso; Café dos Ilustradores, com o boné do Afonso Cruz em primeiro plano; na primeira fila do Café dos Ilustradores: Rita Pimenta, Teresa Lima, João Vaz de Carvalho e Yara Kono; eu e o Alex Gozblau, junto às ilustrações do Ainda Falta Muito? na exposição Como as Cerejas.

FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA, 1





quarta-feira, 14 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA DO LIVRO INFANTIL 2012


“Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas. Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.

E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.”


(“Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro” foi o mote do IBBY para Francisco Hinojosa, o escritor mexicano a quem coube escrever o texto comemorativo do próximo Dia Internacional do Livro Infantil, 2 de Abril de 2012. Gosto bastante. A tradução para português é de Maria Carlos Loureiro, responsável da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, que todos os anos convida o vencedor do último Prémio Nacional de Ilustração a desenhar o cartaz alusivo. Desta vez, a sorte coube a Yara Kono, ilustradora residente do Planeta Tangerina, que ganhou também a viagem para a Feira do Livro Infantil de Bolonha. Só faltam cinco dias…)

segunda-feira, 12 de março de 2012

BOLONHA 1978


"Queen Althea of Pomperania". Ilustração de Tomie de Paola (EUA), um dos seleccionados para a exposição internacional da Feira do Livro Infantil de Bolonha, em 1978.

domingo, 11 de março de 2012

JOSÉ OLIVEIRA EM DISCURSO DIRECTO


José Oliveira foi responsável pela edição da área infanto-juvenil da Caminho entre 1982 e 2011, tempo suficiente para a construção de um catálogo em que figuram dezenas de nomes de qualidade inquestionável – de Alice Vieira a Afonso Cruz, de Anthony Browne a Chris Wormell. As suas memórias da Feira do Livro Infantil de Bolonha abarcam três décadas. Abrimos uma pequena janela. [Obs.: a entrevistadora dispensou o uso das aspas na transcrição do texto para o seu próprio blogue.]

quinta-feira, 1 de março de 2012

BOLONHA POR BERNARDO


Bernardo Carvalho é o autor da capa da LER de Março, a partir de hoje nas bancas. É uma edição que me deixa particularmente feliz, por apostar neste grande plano sobre a ilustração portuguesa na Feira do Livro Infantil de Bolonha, tema desenvolvido no interior. Além do Bernardo, há perfis da Danuta Wojciechowska, Marta Madureira, Inês Oliveira e Tiago Albuquerque. Foi difícil fazer uma selecção sobre a selecção dos 25 ilustradores, mas quem se mete no jornalismo, hélas, sabe que optar é um acto contínuo (e desgastante). A secção "Leituras Miúdas" está mais pequena, mas voltaremos ao normal na edição de Abril. Até lá, viva Bolonha!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CEREJAS, CASAS E OUTRAS COISAS POSITIVAS


Esta foi a segunda vez que fui à televisão comentar a rubrica “Notícias Positivas”, sete ou oito minutos no início do programa Sociedade Civil. O pretexto foi o lançamento do Onde Moram as Casas, que estará esta semana nas livrarias. Registo o facto de a Fernanda Freitas ter escolhido mostrar a ilustração do camião de mudanças num dia de chuva, a mais melancólica de todas que o Alexandre Esgaio fez (com texto a condizer), e aquela a que ninguém fica insensível. Não sei se as crianças registam o impacto emocional desta experiência da mesma forma que os adultos, mas o livro é para todos. À parte isso, tive o cuidado de não me vestir de preto e de sorrir mais, seguindo os conselhos de algumas almas que zelam por mim. Descontando os “aahh…” e aqueles momentos críticos de hesitação em que nos sentimos vagamente estrábicos, acho que correu bem. A seguir, no debate, falou-se de “barrigas de aluguer”, perdão, “maternidade de substituição”, como prontamente me admoestou um dos convidados, antes de entrar para o estúdio, acusando-me de insultar o género a que pertenço. Longe de mim. As minhas “Notícias Positivas”? Novo site Portugal-Bolonha 2012, blogue do ano para o Almanaque Silva e simpósio sobre os Irmãos Grimm em Lisboa. Obrigada à Angelina Pereira, do blogue Bibliotecar (também ficou bem classificado no ranking do Aventar), que conseguiu sacar esta imagem. Podem ver o resto aqui.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PORTUGAL-BOLONHA 2012: O SITE


Tudo o que vai acontecer este ano na Feira do Livro Infantil de Bolonha, de 19 a 22 de Março de 2012, vai passar por aqui. São as primeiras notícias do site - incluindo a lista dos 25 ilustradores portugueses presentes na exposição "Como as cerejas" - concebido pela Silvadesigners, onde também estarei a jardinar nas próximas semanas.