segunda-feira, 25 de maio de 2009

SENHOR DE MATOSINHOS


Quando eu era miúda, o melhor das Festas do Senhor de Matosinhos não eram os carrosséis nem as farturas. Era ir com o meu avô à tômbola da Obra do Padre Grilo, para fazer um furo que desse direito a uma rifa. Os prémios distinguiam-se pela modéstia – receber um chocolate já seria o jackpot –, mas aquela expectativa de cortar a rifa pelo picotado, à espera da palavra reveladora, gerava uma emoção tremenda. A última que tirei, em Junho de 2003, dizia “esferográfica”. E foi com ela que assinei o meu primeiro contrato de edição, dois anos depois. Não acredito em superstições, mas que as há, há.

A fotografia acima mostra as Festas do Senhor de Matosinhos em 1971 e pertence ao Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal. Faz parte de um conjunto que está em exposição na Biblioteca Florbela Espanca, até depois de amanhã.

5 comentários:

Margarida Pereira disse...

Vergonha: há quase duas décadas pela vizinhança (ouço bem ecos dela pela noitinha) e nunca lá fui...
Superior vergonha: tirando o interregno lisboeta, sempre vivi perto.
Será que é desta!?
Shame on me!! :)

Carla Maia de Almeida disse...

Bem, a verdade é que o interregno lisboeta também me tem mantido afastada, não sei se para bem se para mal. É que isto de reencontrar "as coisas que fascinam" da infância conduz facilmente à desilusão. Mas se estivesse mais perto ia lá para o tira-teimas.

Micaela Maia disse...

Passei lá no outro dia com a progenitora e o seu consorte e sabes o que pensei? que seria o mais perto que estaria de Times Square proximamente! he he

Sim, o Senhor de Matosinhos é uma referência sem dúvida e a Obra do Padre Grilo incontornável, mas... e o Comboio Fantasma, com aquela vampira desnuda cá fora?

(Estou aqui!)

Carla Maia de Almeida disse...

A "vampira desnuda"? Pois não sei. Acho-a um bocado mortiça, para fantasma...

E lembras-te daquela coisa da Mulher-Polvo ou lá o que era? Ainda existem esses freak shows?

Micaela Maia disse...

Mulher-Polvo? freak shows? lembro-me da avó falar da Mulher-Aranha, que tinha visto no Rio de Janeiro quando era pequenina... Ou seja, 1930 e tal. Parece que era uma cabeça de mulher com patinhas à volta... he he...